Quinta-feira, 29 de Março de 2007

Entrevista: Deborah Secco!

Nesta entrevista exclusiva, a actriz fala sobre sua relação com o jogador Roger Flores, afirma que amadureceu e que vê a paixão com mais cautela e menos empolgação. 'A história dos três porquinhos se ajusta muito bem à minha vida. Antigamente, eu fazia uma casa de palha. Depois, passei a fazer de madeira e, agora, faço de tijolo'



Ela diz que é como todas as mulheres. Já sofreu por amor - e também foi feliz por causa dele. A actriz Deborah Secco, porém, hoje acha que falou demais sobre seus relacionamentos, muitas vezes de forma precipitada. É por isso que, recentemente, decidiu se preservar mais. Mesmo assim, encarou este bate-papo com QUEM, no qual falou sobre seu novo namorado, o jogador de futebol do Corinthians Roger Flores. 'O amor novo está óptimo. Estamos juntos e felizes', diz Deborah, que responde de forma cautelosa à pergunta sobre se está apaixonada. 'Posso dizer que estou optimista. Aprendi que estar apaixonada por uma pessoa é uma coisa gradativa, uma conquista diária.' Juntos desde o fim de dezembro de 2006, o casal fez sua primeira aparição pública no domingo, 18, na platéia do show da apresentadora Xuxa, no Rio de Janeiro. 'Não escondi o namoro com o Roger. A imprensa é que demorou a descobrir (risos)', diverte-se. Deborah só fecha o sorriso quando o assunto é seu ex, o cantor Marcelo Falcão. 'O que tinha que ser dito sobre esse assunto já foi dito', afirma, sem nem pronunciar o nome dele.

Aos 27 anos, no ar como a vilã Elizabeth, em Pé na Jaca, novela das 7 da Globo, a actriz parece mais madura. O ponto decisivo para a mudança de atitude foi a conclusão de que tentava agradar demais aos outros, esquecendo-se de si. 'Até pouco tempo atrás, carreguei o peso de tentar ser perfeita, de tentar agradar, de ser o que as pessoas queriam que eu fosse. Não era plenamente feliz porque os outros vinham antes de mim. Mudar isso é um trabalho lento, árduo', conta ela, que confessa que o assunto já foi tema de várias sessões de análise. 'Sempre me gostei, mas agora me gosto com mais sabedoria.'

SOBRE O SEGREDO NO INÍCIO DO ROMANCE
'Eu me preservei, mas não escondi meu namoro com o Roger. A imprensa é que demorou a descobrir (risos). Assisti a um jogo do Corinthians contra o São Paulo no Morumbi e ninguém viu! Também jantamos juntos em vários restaurantes conhecidos de São Paulo. Não preciso mentir nem me esconder, porque não estou fazendo nada de errado. Mas também não tenho por que divulgar.'

SOBRE FAZER O PAPEL DE MADRASTA PARA LARA, DE 8 ANOS, FILHA DO NAMORADO
'Adoro criança. Tenho infantilidade na veia, então não me vejo nesse papel de madrasta da Lara. Gosto de brincar com todas as crianças que se aproximam de mim. Adoro conversar com elas, pela espontaneidade e inteligência que têm.'

SOBRE PRIORIDADES EM UM RELACIONAMENTO
'Procuro sinceridade acima de tudo. Também acho que a admiração pelo outro é um ponto forte. Se o Roger preenche esses pré-requisitos? Acho que a resposta é óbvia, né?'

SOBRE O QUE NÃO TEM PERDÃO
'O que destrói qualquer relacionamento é a mentira.'


SOBRE ESTAR - OU NÃO - APAIXONADA POR ROGER
'Posso dizer que estou optimista. Já falei muito sobre amor e paixão, em épocas diferentes. Por empolgação, sempre me precipitava em falar dos meus sentimentos. Aprendi que estar apaixonada por uma pessoa é uma coisa gradativa, uma conquista diária. Agora percebo claramente que a gente não se apaixona da noite para o dia. A gente amadurece e vai descobrindo a diferença entre os sentimentos, assim como a forma certa de expressá-los. Hoje, acho que a forma certa de expressar meus sentimentos não é falar sobre eles, é senti-los.'

SOBRE SEUS CONHECIMENTOS FUTEBOLÍSTICOS
'Sou flamenguista e sempre adorei assistir aos jogos do meu time. Hoje tenho visto menos. Mas sei a posição do Roger, sim. Ele é meio-de-campo, camisa 7.'

SOBRE O FIM DO NAMORO COM MARCELO FALCÃO
'O que tinha que ser dito sobre esse assunto já foi dito.'

SOBRE SE PRETENDE APAGAR A TATUAGEM NO PÉ COM JURAS DE AMOR ETERNO AO EX
'Vocês vão ver o que vai acontecer com ela.'

SOBRE AMORES NÃO CORRESPONDIDOS
'Já tive vários, é óbvio. Não há essa coisa do mito da mulher incrível! Já sofri muito, tive várias decepções. Não vou dizer o nome, mas há pouco tempo tive uma relação na qual queria ir fundo para que viesse a ser algo sério. E fui. Mas a pessoa me disse que eu estava louca! Sou como todas as mulheres: na vida, a gente sofre por amor e é feliz por amor. Por um grande amor, não há limites: o que tiver que ser feito e estiver dentro das minhas possibilidades, eu farei.'

SOBRE SEU APRENDIZADO COM OS TRÊS PORQUINHOS
'Tudo o que a gente vive serve como aprendizado. A história dos Três Porquinhos se ajusta muito bem à minha vida. Antigamente, eu fazia uma casa de palha. Depois, passei a fazer de madeira e, agora, faço de tijolo. Não é que eu tenha ficado mais desconfiada com relação ao amor. Sou, sim, desconfiada comigo, com a minha capacidade de errar comigo mesma! O problema é que eu sou o meu próprio lobo mau. Ou era. Quem se expunha era eu, quem falava era eu, quem errava era eu. Não tiro a minha culpa, não. Até acho que as pessoas me interpretavam mal, mas quem dava as ferramentas para isso era eu. É por isso que repito: hoje a casa é de tijolo. Gosto de uma frase feita que diz: 'Dos meus erros tirei as minhas maiores lições. Dos acertos, só ganhei simples parabéns'.'

SOBRE A MATURIDADE
'A maturidade foi o grande ponto para eu estar, hoje, mais reservada. Não que me sinta madura, mas, sim, em processo de amadurecimento. Sempre falei muito aberta e ingenuamente sobre meus sonhos, e as pessoas colocavam isso como se fosse algo emergencial. Comecei a dar entrevistas com uns 13 anos, e a maioria das minhas declarações sobre assuntos mais sérios, aos 17. Mas eu não era madura para falar sobre nada.'

SOBRE A MUDANÇA DE OPINIÃO
'Pegam declarações minhas de quando eu tinha 17 anos e republicam hoje, dez anos depois, como se aquilo ainda fosse uma frase minha, como se eu não tivesse o direito de mudar de opinião. Isso acaba criando uma Deborah que não existe. Já mudei muito de opinião na vida. Noventa e nove vírgula nove por cento das pessoas com quem encontro na rua e converso por dez minutos dizem que tinham uma idéia diferente de mim.'

SOBRE A BUSCA DE UM GRANDE AMOR
'Se hoje pudesse fazer um retrato de tudo o que declarei, diria que a Deborah é uma pessoa que busca um grande amor, casar e ter filhos, o sonho da maioria das mulheres. Meus pais perderam uma filha com 5 anos de idade (Ana Luiza morreu em decorrência de um choque anafilático após tomar um medicamento e sofrer uma reação alérgica, em 1978). Nasci poucos meses após a morte dela. Sempre ouvi que eu tinha que viver tudo o que tivesse que viver e ser muito feliz porque a vida poderia acabar a qualquer momento. Acho que essa impulsividade me foi colocada desde muito nova. E ela não está só nos meus relacionamentos, que é o que as pessoas exploram, mas em tudo na minha vida. Fui sozinha à TV Manchete fazer um teste e comecei a trabalhar aos 8 anos de idade.'

SOBRE AS MARCAS DE UMA TRAGÉDIA FAMILIAR
' 'A vida pode acabar daqui a um segundo, nada é mais importante do que você ser feliz.' Esta frase da minha mãe me marcou muito. Sou uma pessoa que busca muito ser feliz. Já fiz isso de maneiras diferentes. Hoje, para mim, felicidade é ter paz, é ser tranqüila, não ter tanta ansiedade. Minha ansiedade em busca da felicidade diminuiu muito quando descobri que já era feliz. Já trabalhei muito isso na análise. Como nasci após a morte da minha irmã, vim meio que com a função de fazer meus pais felizes, de suprir o vazio, a tristeza. Há até pouco tempo, carreguei o peso de tentar ser perfeita, de ser o que as pessoas queriam que eu fosse. Minha mãe desejava que eu fosse bailarina, fui para o balé. Meu pai é matemático, então fui uma excelente aluna de matemática, mesmo odiando a matéria.'

SOBRE COMO ESTÁ APRENDENDO A GOSTAR MAIS DE SI MESMA
'Da mesma forma que tentei agradar a meus pais, tentei agradar a todas as pessoas com quem me relacionei. Na vida profissional e pessoal. E ia me prejudicando. Era bem-sucedida profissionalmente, tinha uma família óptima, saúde perfeita, então por que não era plenamente feliz? Porque os outros vinham antes de mim. Mudar isso é um trabalho lento, árduo. Saber dizer 'não' é muito difícil. Hoje, gosto mais de mim.'

SOBRE A ROTINA DE GRAVAÇÕES
'Gravo a novela de segunda a sábado. No domingo, estudo os capítulos. Pior do que trabalhar muito é não saber com antecedência o que vai ser feito. Na segunda, fico sabendo o que acontecerá na terça. Então, não tenho muito como me programar. Malhar, eu não malho mesmo. Mas tento manter minha rotina de consultas médicas, com a Heloísa Rocha (medicina ortomolecular) e, principalmente, com a Karla Assed (dermatologista), por causa da pele, já que gravo muito ao ar livre. Tenho feito peeling no rosto a cada duas semanas, mais ou menos, por causa das manchas de sol.'

SOBRE PRÓXIMOS TRABALHOS
'Tenho muita vontade de fazer um musical com a Juliana Paes. Ainda não dá para dizer qual será o espetáculo, porque ainda está só nos planos, mas há um personagem perfeito para mim, um para a Juliana e outro que é a cara da Daniele Suzuki. Acho que vamos fazer o que sempre quisemos, ou seja, juntar um grupo de amigas e montar uma peça. É um projeto para o segundo semestre.'


fonte: Quem

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